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Servidores do PJU comparecem em bom número no ato conjunto em BH

Lamentavelmente, o fato de cinco das principais centrais sindicais do país (CUT, Força Sindical, UGT, Nova Central e CSB) recuarem e desistirem de participar da greve geral desta terça-feira (5), em decisão anunciada na última sexta-feira (1º), depois de terem feito a convocação da classe trabalhadora em âmbito nacional, esvaziou bastante a mobilização que se esperava muito forte, ampla e abrangente. A atitude dessas centrais, aliás, foi traição com as demais centrais, sindicatos, como o SITRAEMG, associações e outras instituições, como a Frente Mineira em Defesa da Previdência, que, animadas com o chamamento das grandes entidades nacionais, convocaram suas categorias para aderirem ao movimento.

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Com isso, a presença de trabalhadores no ato da Praça Sete, em Belo Horizonte, foi bastante inferior à registrada nas outras duas greves gerais realizadas este ano, em 28 de abril e 30 de junho. Por outro lado, a participação dos servidores do Judiciário Federal, desta vez, foi bem superior – e muitos deles, efetivamente em greve. Mais de 100 estiveram na Praça Sete. Parte deles, seguindo convocação feita pelo SITRAEMG, concentraram-se inicialmente em frente ao prédio da Justiça Federal, no bairro Santo Agostinho, e seguiram em passeata para o ato unificado. Outra parte foi direto, e mais cedo, para a Praça Sete. Muitos deles oriundos da Justiça do Trabalho, animando-se a se juntarem aos protestos depois do trabalho de corpo a corpo feito pelo coordenador geral do SITRAEMG Célio Izidoro, o coordenador Paulo José, o assessor político Efraim Moura e o diretor de base Luiz Antônio, entre outros colegas, logo no início da manhã, nas unidades da rua Mato Grosso e avenida Augusto de Lima.

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As centrais CTB, Pública, Intersindical, CSP-Conlutas e CGTB, que mantiveram a adesão à greve geral, marcaram presença no ato unificado, com carro de som e suas bandeiras e faixas, além da UGT, Nova Central e Força Sindical, com presença reduzida em razão do recuo nacional.

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Ao microfone, sindicalistas presentes reiteraram o recado de que os trabalhadores não aceitam de forma alguma a Reforma da Previdência, denunciando mais uma vez que o sistema previdenciário é superavitário e que o objetivo do governo é “empurrar” os trabalhadores para a Previdência privada. Como o presidente da República insiste em aprová-la, até mesmo por que essa é uma exigência dos principais responsáveis pela manutenção do atual governo, os banqueiros, os trabalhadores defenderam, mais uma vez, o “Fora Temer”.

Ao falar para os trabalhadores presentes, o coordenador do SITRAEMG Célio Izidoro reforçou o alerta a todos que a reação da classe trabalhadora é necessária, para impedir a aprovação da reforma. Também estiveram presentes os coordenadores Nestor Santiago, Hélio Diogo Ferreira e Adriana Mesquita.

Fonte: Sitraemg

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